Quanto cobrar no primeiro freela, sem experiência

Como definir o preço do primeiro freela quando você ainda não tem portfólio: o piso que não muda, o desconto de entrada com prazo e o que pedir em troca.

Por Artur Batissoco · Revisado por Artur Batissoco · Publicado em · 5 min de leitura

Foto: StockSnap (Pixabay (abre em nova aba))

Resposta curta

No primeiro freela, calcule o seu piso como qualquer profissional e cobre um pouco abaixo do preço de quem já tem experiência, nunca abaixo do piso. Dê o desconto de entrada com prazo para acabar, como os três primeiros clientes. Em troca, peça depoimento e permissão para mostrar o trabalho no portfólio.

Resumo do guia: 1. Iniciante tem custo igual ao de qualquer um; 2. Desconto de entrada, com prazo; 3. O que pedir em troca do preço menor.
Neste guia
  1. Iniciante tem custo igual ao de qualquer um
  2. Desconto de entrada, com prazo
  3. O que pedir em troca do preço menor
  4. Exemplo resolvido: o primeiro logotipo
  5. Erros comuns
  6. Perguntas frequentes
  7. Teste você mesmo
  8. Fontes
  9. Como este guia foi feito

Iniciante tem custo igual ao de qualquer um

A internet, o computador, os programas e o imposto custam o mesmo para quem começa e para quem tem dez anos de estrada. A conta das suas contas pessoais também. Por isso o piso do iniciante é calculado do mesmo jeito: renda que você precisa, custos, imposto e horas que viram nota.

O que muda é a velocidade. Quem está começando costuma levar mais tempo para fazer o mesmo trabalho. Esse tempo extra não pode ir todo para o cliente. Uma parte é o seu investimento em aprender, e a hora cobrada fica um pouco menor que a do profissional experiente.

O guia do valor da hora traz a conta do piso passo a passo.

Desconto de entrada, com prazo

O preço de entrada funciona quando tem fim marcado. Algumas formas:

  • os três primeiros clientes;
  • os jobs fechados até uma data;
  • até ter cinco trabalhos no portfólio.

Diga ao cliente que é um valor de entrada. "Estou montando meu portfólio nessa área e, por isso, este job sai por R$ 600 em vez de R$ 800." Assim ele entende que o preço vai subir, e você não fica preso a um número baixo para sempre.

O desconto de entrada costuma ficar entre 20% e 30% do preço de mercado. Mais que isso atrai clientes que só querem preço e torna difícil subir depois. O guia desconto no freela mostra quanto cada desconto custa.

O que pedir em troca do preço menor

O desconto é uma troca, não um presente. Em troca do preço menor, peça coisas que ajudam você a crescer:

  • Depoimento escrito. Duas ou três frases sobre como foi trabalhar com você.
  • Permissão para o portfólio. O direito de mostrar o trabalho, com ou sem o nome do cliente.
  • Indicação. Se o cliente gostou, o nome de duas pessoas que podem precisar do mesmo serviço.
  • Prazo mais folgado. Você ganha tempo para fazer bem feito sem correr.

Coloque isso na proposta. Um cliente que topa essas condições costuma ser um bom primeiro cliente.

Exemplo resolvido: o primeiro logotipo

Larissa terminou um curso de design. O piso dela é R$ 45 por hora. Designers experientes da cidade cobram cerca de R$ 1.200 por um logotipo. Ela estima 20 horas para o primeiro, porque ainda é mais lenta.

As contas:

  1. Preço pelo piso: 20 × R$ 45 = R$ 900.
  2. Preço de mercado com 25% de desconto: R$ 1.200 − 25% = R$ 900.
  3. Hora real se cobrasse R$ 400: R$ 400 ÷ 20 = R$ 20.
Exemplo resolvido: o primeiro logotipo
OpçãoPreçoHora realO que acontece
Cobrar "qualquer coisa"R$ 400R$ 20Trabalha abaixo do piso e atrai cliente de preço
Preço de entradaR$ 900R$ 45Paga as contas e tem prazo para subir
Preço de mercadoR$ 1.200R$ 60Difícil fechar sem portfólio

Larissa escolhe R$ 900 para os três primeiros clientes, com depoimento e uso no portfólio. Depois disso, passa a cobrar R$ 1.200.

A regra geral: preço de entrada = o maior valor entre o seu piso × horas e o preço de mercado com até 30% de desconto, com data para acabar.

Erros comuns

  • Cobrar quase nada para ganhar experiência. Muita gente acha que preço muito baixo abre portas. Na verdade, ele atrai clientes que só querem preço e que vão embora quando você subir.
  • Esconder que é iniciante. Muita gente acha que admitir derruba a confiança. Na prática, o preço de entrada explicado passa honestidade, e o cliente sabe o que está comprando.
  • Esquecer de subir o preço. Muita gente acha que vai lembrar de reajustar depois. Na verdade, sem data marcada o preço de entrada vira o preço de sempre.

Perguntas frequentes

Posso fazer o primeiro freela de graça?

Pode, para um projeto pessoal ou uma causa que você apoia, com prazo e escopo curtos. Para um cliente comercial, que vai lucrar com o trabalho, cobre ao menos o preço de entrada. Trabalho grátis ensina o cliente que o serviço não tem valor.

Como cobrar sem saber quanto tempo vou levar?

Estime pelas partes que você conhece e dobre o tempo das partes novas. Coloque um teto de horas para o que for imprevisível. O guia sobre precificar um trabalho que você nunca fez traz o método completo.

Quando parar de cobrar preço de iniciante?

Quando a condição combinada acabar: o número de clientes, a data ou o número de trabalhos no portfólio. Também é hora de subir quando você começa a recusar jobs por falta de agenda.

Teste você mesmo

  1. Seu piso é R$ 40 por hora e o job leva 15 horas. Qual é o menor preço aceitável?
    Ver resposta

    15 × R$ 40 = R$ 600.

  2. Por que o desconto de entrada precisa de prazo?
    Ver resposta

    Para o preço baixo não virar o preço de sempre e para o cliente saber que ele vai subir.

  3. O que pedir em troca do desconto?
    Ver resposta

    Depoimento, permissão para usar no portfólio, indicação ou prazo mais folgado.

Fontes

Como este guia foi feito

Escrito por Artur Batissoco, com apoio de inteligência artificial na redação. Revisado por Artur Batissoco, que conferiu as fontes em 08/10/2026. As contas do exemplo foram refeitas automaticamente. Os valores da Larissa são ilustrativos. A base do preço está no guia completo de preço.

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